Chegou tarde, a película já havia começado e a sala estava escura, sentiu um perfume. Era aquele perfume, sabia que era, muito anos haviam se passado, mas os sentidos ainda permaneciam vivos a lembrar o antigo amor. Era ele, tinha certeza que sim, poderia sentí-lo através do seu perfume único e singular. Estava no assento da frente! Hesitou, mas olhou, estava ajeitando os óculos com a ponta do dedo indicador, acomodando-o em seu nariz. Não restava dúvidas, era ele, reconhecia o seu jeito peculiar de exibir os óculos, sinal de sua intelectualidade, aqueles óculos por vezes manchados pelo seu rosto a beijar o jovem intelectualzinho.
O filme era bom, tentou se concentrar, mas o perfume lhe penetrva as lembranças. As luzes se acenderam, levantou-se de súbito para cumprimentá-lo. Não era ele. Descobriu então que seu perfume não era único. Ultrapassado. Antigo. Inútil. Morto.
=> Pra dizer Adeus~Edu Lobo/Tom Jobim

9 Comments:
amiga, eu tava catando um texto na internet essa semana e acabei lendo isso.
nhé.
;o*
eeeeeeeeeeeeee
o blog tá muito bonitinho, amiga!!!
e esse texto aí???
meio los hermanos!! kkkkkkkkkkk
=*********
Como assim lendo isso?! Isso veio de minha cabeça, não é plágio!
;oP
HUm, ta bacana isso aqui..tenho vontade de ter um blog, afinal adoro escrever..
Adorei o texto, me identifiquei bastante
:)
isso = música de tom jobim.
eu nào sei me expressar, ô vagabunda.
hahaha
Amoooo ser chamada de vagaba!!!
Me indetificooooooooooo
inhaiiiiiiim.
postar, talvez ?
;o**
Tô com preguiça....mas estou pensando no próximo post..algo a ver com o novo hype do verão talvez, hein, minha gente?!
acharei muito chique..
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